Os melhores lotes de vinhos produzidos num ano excepcional são regra geral apartados para virem a auferir da declaração de Vintage. Contudo, a maior parte dos vinhos é utilizada para a elaboração de lotações de características particulares e obedecendo a padrões de qualidade pré-estabelecidos. As lotações são efectuadas quer em grandes cubas providas de agitadores, quer por meio de circuitos de remontagem.
Durante os dois primeiros anos, os vinhos são sujeitos a numerosas trasfegas cujo número e intensidade varia de acordo com as características que se pretende que adquira durante a sua evolução.
No caso do Vintage ou dos Late Bottled Vintage (LBV), o envelhecimento faz-se inicialmente em casco, durante 2-3 anos no caso dos Vintage e durante 4 a 6 anos no caso dos Late Bottled Vintage. Após o subsequente engarrafamento, o vinho melhora consideravelmente as suas características em virtude de se operar um desenvolvimento do bouquet a um baixo potencial de oxido - redução. A longevidade destes vinhos, devida à sua riqueza em polifenois, é muito elevada (geralmente com um máximo cerca dos 20 anos, no caso dos Vintage, e cerca de 5 anos, para os LBV, verificando-se mesmo que inúmeras vezes esta melhoria se prolonga ainda por muitos mais anos).
Todos os restantes tipos de Vinho do Porto são envelhecidos em condições de oxidação: menos acentuada no caso dos Ruby (que preservam assim a cor tinta mais ou menos intensa e o vigor dos vinhos novos) mais acentuada no caso dos Tawny, Colheitas e Vinhos com Indicação de Idade. Ao longo do envelhecimento por oxidação, o vinho perde a aspereza devida aos taninos e desenvolve-se um admirável bouquet rico e complexo. As variações cromáticas durante o envelhecimento oxidativo são também muito acentuadas. A cor intensa dos vinhos novos sofre uma evolução gradual passando pelas nuances tinto - alouradas, para terminar na cor alourada dos velhos Tawny.
Fonte: www.ivp.pt
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